O diverso, o diferente, o exótico nos parece estranho, fora do normal, e por isso, foge ao padrão, tornando-se anormal. O que não conhecemos contém em si uma certa rejeição anterior ao conhecer, ou no mínimo um estranhamento.
É normal, o que conhecemos, convivemos e compartilhamos. Outras coisas estranhamos. Mas não seriamos nós os estranhos, os diversos, diferentes e exóticos? Ora, somos nós quem determinamos o nível de aceitação ou rejeição ao outro que não segue um modelo pré-estabelecido e que, não necessariamente, é o melhor ou o mais correto.
Assim, "grupos minoritários ou vulneráveis " como portadores de necessidades especiais, idosos, índios, homossexuais, mulheres e negros, são tidos como diferentes e/ou exóticos, e por assim dizer, anormais, porque são os padrões pré-estabelecidos que ditam nosso entendimento do que seria tido como ideal e por conseqüência normal. Ou seja, é nossa submissão a conceitos já estabelecidos (os pré-conceitos) que torna vulneráveis aqueles que não seguem o modelo ou "tipo ideal".
Deixarmos de lado o preconceito, e os padrões pré-estabelecidos, lançando mão do bom senso é o primeiro passo para equilibrarmos as relações sociais, diminuirmos os conflitos e buscarmos a paz!