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quinta-feira, 15 de maio de 2014


 Sabor incerto!

Tenho na solidão o meu porto seguro. 
Às vezes esse porto precisa deixar partir os navios que nele se atracam. E o faz não por egoísmo, mas por precisar sentir-se só e inútil. 
Só para ser o que ele precisa: ele mesmo. 
Inútil para buscar a resposta de seu verdadeiro destino, seu caminho e futuro incerto.

Queria eu poder andar sem esse fardo chamado amor. Fardo que não escolhe onde quer cair ao solo, mas busca repousar como se fosse um corpo cansado. 
Ele não escolhe por quem quer se doar. Simplesmente acontece. 
É a dualidade insana regada à atração, sexo e sentimento (independente da ordem com que se manifesta). 
Há àqueles momentos, e com demasiada frequência, em que é louco e irracional. Em outros é irascível.

Amor, amando, amei, sofri.
Amor, amando, amo, sofro.
Amando o amor que amo, sofrerei.
Seguimos esse caminho transloucado e doentio que libera em nós esse veneno chamado amor, travestido de antídoto.

Amar é permitir-se sofrer na busca da felicidade ou ser feliz até que se sofra. 
O amor é essa duvida, às vezes doce, e em muitas outras um tanto amarga.
Não sabendo se o doce traz a felicidade, arriscamos até mesmo no amargo.
Aventuramo-nos no sabor agridoce da incerteza.

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